Paranaíba - MS, 9 de março de 2026 - 17:43

Ex-secretário preso pela PF entra na mira do MP por sumiço de 10 ares-condicionados em Selvíria

Aparelhos que custam cerca de R$ 20 mil sumiram de sala do CEM do município

Foto Divulgação

Denúncia encaminhada ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) questiona o sumiço de 10 aparelhos de ar-condicionado comprados pela Prefeitura de Selvíria, em 2022. O ex-secretário de saúde Edgar Barbosa dos Santos e o ex-prefeito José Fernando Barbosa aparecem na mira do órgão para prestar esclarecimentos.

Conforme a denúncia, os aparelhos sumiram do CEM (Centro de Especialidades Médicas), onde estavam guardados. A diretora administrativa da unidade na época, Camila Dante, fez um boletim de ocorrência em maio de 2023 para comunicar o sumiço dos aparelhos.

Os equipamentos que desapareceram valem cerca de R$ 20 mil. Segundo a própria diretora e testemunhas, os ares-condicionados ficaram em uma sala que não era trancada, em uma área que tinha intenso movimento — apesar de não ser permitido acesso de pessoas de fora da unidade ao local.

Por isso, a promotoria de Três Lagoas abriu um procedimento preparatório após a conclusão da notícia de fato. O próximo passo é abrir um inquérito civil antes de judicializar ou não o caso.

O Jornal Midiamax questionou o ex-prefeito sobre o caso, mas até esta publicação não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

O ex-prefeito ficou na Prefeitura de Selvíria por dois mandatos, entre 2016 e 2024. Ele é irmão do ex-secretário de saúde, suspeito de participar de um esquema de fraude no SUS (Sistema Único de Saúde).

Preso pela Polícia Federal

O ex-secretário municipal de Saúde de Selvíria, Edgar Barbosa dos Santos, foi alvo de um mandado de prisão preventiva da Polícia Federal no dia 23 de fevereiro. A ação representa desdobramento da Operação Rastro Cirúrgico, deflagrada em agosto do ano passado.

Naquela operação, os agentes da PF cumpriram 13 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de bens, no valor de R$ 5 milhões, de cada uma das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, bem como medidas cautelares de natureza pessoal, para combater, interromper e ressarcir desvios de recursos públicos do SUS.

Após a deflagração da Operação Rastro Cirúrgico e análise de dados sigilosos coletados, a Polícia Federal encontrou provas que confirmam a ocorrência dos crimes de fraude em licitações e contratos administrativos e de peculato pelos investigados, por meio do implemento de superfaturamento por sobrepreço e por quantidade.

Edgar já é réu em outras duas ações por desviar pagamentos da prefeitura, após denúncias feitas pelo Ministério Público de MS, em 2022 — época em que atuou como secretário de Finanças de Selvíria.

Fonte: Midiamax