Paranaíba - MS, 9 de março de 2026 - 16:19

“Parem de nos matar”: exigem mulheres no 8 de março em Brasília

A manifestação ainda pediu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), tida como especialmente difícil para as mulheres.

Manifestação ainda pediu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Os recorrentes casos de feminicídio no Brasil foram o destaque da manifestação que marcou o Dia Internacional da Mulher em Brasília. Com cartazes escritos Parem de Nos Matar, centenas de pessoas denunciaram a violência de gênero no Distrito Federal (DF) nesse domingo (8).

O ato ocorreu próximo à Torre de TV, no centro de Brasília, e contou com a participação de grupos musicais, partidos políticos, sindicatos e diversos coletivos feministas. A manifestação ainda pediu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), tida como especialmente difícil para as mulheres.

O governo do DF de Ibaneis Rocha também virou alvo do protesto, que lembrou a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), o banco estatal do DF.

Outra pauta de destaque foi a denúncia do imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no Irã, em Cuba e na Venezuela. A ação israelense na Palestina também foi alvo de falas e cartazes na marcha das mulheres.

Violência de gênero

A artista plástica Daniela Iguizzi, de 55 anos, levou consigo a obra Medo retratando um revólver apontado contra uma mulher.

“A mulher não tem um minuto de paz. Ela não tem sossego no seu lar. Ela não tem sossego no seu trabalho. Em todos os lugares nós podemos ser assediadas, podemos ser assassinadas. Por isso, o nome dessa obra é medo. Medo é o que toda mulher brasileira sente”, disse à Agência Brasil.

Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: Midiamax