Durante os meses de setembro e outubro, as oficinas aconteceram no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos

O projeto Arte Inclusiva encerra suas atividades em Campo Grande com a formação de duas turmas de pessoas cegas e surdas que descobriram no artesanato em argila novas formas de se expressar, criar e sentir o mundo. A iniciativa, realizada pela Política Nacional Aldir Blanc, por meio de edital da Prefeitura de Campo Grande, proporcionou um espaço de aprendizado acessível, afetivo e verdadeiramente transformador.
Durante os meses de setembro e outubro, as oficinas aconteceram no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (ISMAC) e na Associação dos Surdos de Campo Grande, conduzidas pelos mestres artesãos Rodrigo Marçal, Vanderson Avalhaes, Cleber Ferreira e Felipe Avalhaes, sob a produção da artesã Fabiane Avalhães. Ao todo, 30 alunos — 15 pessoas cegas e 15 pessoas surdas — participaram dos encontros, que contaram com material sensorial, intérprete de Libras, divulgação em Braille e equipe técnica especializada.
O resultado vai além das 90 peças de artesanato produzidas: o projeto deixou um legado de empatia, inclusão e autonomia, mostrando que a arte é, antes de tudo, uma ponte entre as diferenças.

Para a produtora Fabiane Avalhães, o encerramento das oficinas é motivo de orgulho e emoção, “estamos muito felizes com o resultado. Foi um período de intensa troca e aprendizado. Cada participante nos mostrou que a arte é um território sem barreiras, um espaço onde todos podem criar, sentir e se expressar.”
O mestre artesão Rodrigo Marçal, que ministrou as aulas no ISMAC, conta que a experiência transformou também sua forma de ver — e sentir — a arte, “dar aula de argila para pessoas cegas foi algo profundamente transformador. Aprendi que o fazer artístico não depende do que se vê, mas do que se sente. O toque, a textura, a temperatura da argila ganham outro significado. Essa vivência me ensinou a sentir a arte antes de vê-la — e isso mudou completamente o meu olhar e o meu fazer artístico.”

Já o mestre Cleber Ferreira, responsável pelas oficinas com pessoas surdas, fala sobre a descoberta de uma nova linguagem artística, “com os surdos, aprendi um outro tipo de escuta — uma escuta feita com o olhar, com o corpo, com a presença. A comunicação acontecia pelos gestos e pelos silêncios, e vi nascer obras únicas, cheias de expressão e significado. A arte não precisa de som ou fala: ela se comunica por sensações, encontros e sentimentos que não precisam de palavras.”
Mais do que ensinar uma técnica, o Arte Inclusiva promoveu uma verdadeira vivência de humanidade e solidariedade, reforçando o papel social da cultura como instrumento de inclusão e transformação. O encerramento do projeto celebra, portanto, não apenas a conclusão de um ciclo, mas o início de muitos outros — nas mãos, na sensibilidade e na confiança de cada participante que descobriu na arte uma nova forma de existir no mundo.
Fonte: Ana Paula Ostapenko





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